Oficina discute novas gerações de dispositivos eletrônicos móveis


28 de agosto de 2014 Por Redação

Prof. Dr. Eduardo Pellanda na Oficina do 5º Simpósio de Ciberjornalismo

Prof. Dr. Eduardo Pellanda na Oficina do 5º Simpósio de Ciberjornalismo

Por Ana Carolina Schirmer

Durante a manhã desta quinta-feira, dia 28 de agosto, os participantes do 5˚ Simpósio Internacional de Ciberjornalismo puderam desfrutar da oficina “Dispositivos móveis e personalizações de conteúdo”, ministrada pelo Prof. Dr. Eduardo Pellanda.

Pellanda abordou principalmente as tecnologias conhecidas como “wearable”, ou seja, aquelas que podem ser “vestidas” ao invés de simplesmente portadas, como o Google Glass, e suas implicações para o jornalismo e a sociedade como um todo.

O gadget é a primeira tecnologia do meio digital a inserir o conceito de ter as mãos livres durante seu uso, permitindo com que o usuário use o sistema somente por meio de controles de voz e movimentos feitos com os olhos. Seu principal objetivo é criar uma microinteração do contexto com a realidade virtual enquanto o dispositivo estiver em uso, possibilitando a informação geolocalizada, como por exemplo a sugestão de um restaurante na quadra onde você se encontra frequentado por seus amigos, ou o acesso a informações referentes a um determinado monumento histórico perto da sua localização.

Entretanto, a utilização do Google Glass levantou pelos participantes muitas questões éticas e até mesmo filosóficas ligadas a tecnologia, principalmente no que se diz respeito a privacidade. O dispositivo do google permite filmar e tirar fotos do que estiver ao redor do usuário sem que as outras pessoa percebam, e poderia ser utilizado como modo para se praticar um jornalismo antiético, como apontado por alguns dos participantes da oficina. Um dos principais desafios nesse caso é o conhecimento e entendimento da tecnologia e suas implicações, para que ela possa ser usada do modo correto. “A noção da ética no uso dessas tecnologias pode diferenciar o jornalista do usuário comum, justamente pela capacidade de filtrar as informações”, sugeriu Pellanda.  O pesquisador também acredita que dispositivos potencialmente poderosos como o Google Glass passaram por algum tipo de controle social ou autor regulação para seu uso.

Também foram discutidos o uso de outros dispositivos wearables já disponíveis no mercado, como por exemplo a pulseira que monitora as atividades físicas de quem a usar, a Jawbone Up!. Munida da tecnologia necessária para analisar o sono e as atividades físicas de seu portador, a Up gera gráficos que permitem a fácil visualização do perfil do usuário. Além dessa funcionalidade, os dados coletados pela Jawbone em larga escala permitem analisar as cidades que mais dormem ao realizar a análise dos dados dos usuários de diferentes países, por exemplo.

A existência de tecnologias como o aplicativo web “If this than that” (IFTTT) permitem uma nova interação do usuário com as diferentes tecnologias disponíveis. O software permite conectar os diferentes gadjets pertencentes ao usuário e fornecer um valor muito maior aos serviços já existentes, ao criar lógicas de uso.  “Muitas vezes temos o potencial do futuro acontecendo entre nós e não conseguimos entende-los”, finalizou o professor.

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