Oficina traz as transformações do fotojornalismo em meio às novas tecnologias

Oficina "Narrativas fotográficas para o Ciberjornalismo" com Prof. Silvio da Costa Pereira

Oficina “Narrativas fotográficas para o Ciberjornalismo” com Prof. Silvio da Costa Pereira

A oficina “Narrativas fotográficas para o Ciberjornalismo”, ministrada pelo Professor Silvio Pereira, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), durante o segundo dia do evento do 7º Ciberjor, apresentou a história do fotojornalismo e as transformações desta prática em meio às novas tecnologias. Além disso, foi discutido como estas mudanças contribuem e também alteram as formas de construir narrativas jornalísticas.

Pereira afirma que a rotina de produção é reinventada assim como as funções, que antes delimitadas a uma única área, estão cada vez mais em processo de convergência. “A transformação cultural e tecnológica pela qual o jornalismo e o fotojornalismo estão passando, muda até mesmo a caracterização destes termos e destas práticas. A ideia de fotojornalismo que a gente tinha era a de uma fotografia estática. Hoje, a foto pode ter movimento e o fotojornalismo está além do impresso, mas também no telejornal, no rádio jornal e, principalmente, no jornalismo online”.

Durante a oficina, foi debatido o conceito de fotojornalismo, uma prática que está cada vez mais em uso pelos cibermeios nas mais diferentes formas como, por exemplo, em timelapse, stopmotion, cinemagraph, vídeo, entre outros. Segundo Pereira, a definição de fotojornalismo está na técnica. “Para mim, fotojornalismo é qualquer imagem técnica de base luminosa, ou seja, uma foto ou um vídeo. Eu estendo esse conceito de imagem estática para poder entender outros tipos de imagens que estão sendo produzidas atualmente”.

Uma das participantes da oficina, a jornalista Thayna Jara, afirma que estudar e poder compreender as transformações das funções da área do jornalismo é essencial para ampliar as possibilidades de produções nas redações como as grandes reportagens transmídia e os longforms. “A imprensa pouco ainda se arrisca a produzir o que é tendência porque falta um entendimento sobre a técnica e também sobre como este tipo de informação será recebida pelo público. Acredito que é importante fomentar este debate durante o congresso para que possamos levar esta discussão para o mercado de trabalho”.

Por Iasmim Amiden

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