Crise de gestão e appificação no jornalismo foram temas de debate

Debate “Appificação do Ciberjornalismo ”

Debate “Appificação do Ciberjornalismo ”

O aumento do uso de aplicativos e a necessidade do jornalismo se reinventar, produzir um novo modelo de negócio, devido às transformações desencadeadas pelas novas tecnologias, foram as temáticas debatidas na noite da quinta-feira, 6 de outubro, durante o 7º Congresso Internacional de Ciberjornalismo. A discussão foi conduzida por meio das apresentações pelos Professores Caio Túlio Costa, da Escola Superior de Propagando e Marketing (ESPM-SP), Eduardo Pellanda, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC RS), e Rodrigo Cunha, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

De acordo com o Professor Costa, a forma de apreender conhecimento mudou e os jornalistas estão preocupados em criar conteúdo para aplicativos sem entender o sistema de publicação. Para ele, as empresas que mais disseminam informação como, por exemplo, o Google e o Facebook, não produzem uma linha de conteúdo. “A enorme crise de gestão colocou o jornalismo do mundo inteiro sob suspeita, no ponto de vista da sua existência enquanto produto crítico, independente, com capacidade investigativa, contra a não sobrevivência desse modelo”.

O aumento do acesso às notícias pelos smartphones resulta em uma informação mais interativa, o que muda a forma de produção jornalística para plataformas digitais. De acordo com o professor Pellanda, para entender os novos modelos de distribuição é preciso entender hábitos e mudanças na rotina. “Um dos problemas centrais do jornal impresso não é necessariamente o papel versus o digital, mas o problema da rotina. As pessoas não param de manhã para tomar café e apreciar o jornal como faziam antes”.

O debate realizado ao final das apresentações, conduzido pelas perguntas dos participantes, tratou da urgência de novos modelos de negócios e da importância de investir nas tecnologias. Segundo os congressistas, manter uma empresa jornalística no mercado digital, não deve depender de uma plataforma que fatura com as informações publicadas, sem pagar por elas.

Por Rafaela Fernandes

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