“O local e a globalização em Ciberjornalismo” foi tema de palestra ministrada por Marcelo Trasel

Trasel atua áreas de jornalismo impresso, webjornalismo, produção audiovisual e publicidade (Foto: Thalya Godoy/EJ BRAVA)

Um dos convidados do oitavo congresso de Ciberjornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, foi Marcelo Trasel, com a palestra O local e a globalização em ciberjornalismo, no auditório da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC). Atualmente Trasel é professor na área de Ciberjornalismo da Fabico/UFRGS.

Marcelo explicou como jornalismo de dados, “a aplicação da computação e dos saberes das ciências sociais na interpretação de dados, com o objetivo de ampliar a função da imprensa como defensora do interesse público”, proporciona para os profissionais da área uma melhor compreensão, checagem para as notícias, pois o jornalismo de dados facilita com os bancos de dados, como regulamenta a lei do acesso as informações de 2012, onde os dados públicos são depositados.

O JGD reduz a diferença entre as redações grandes e pequenas assim como as Ongs governamentais. Ele também ressaltou a importância do jornalismo de precisão, em que ajuda principalmente nos blogs, sites em diversas editorias, como por exemplo o Atlas de notícias, que gerencia todas as notícias globais, um projeto da professora Ângela Pimenta do instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (PROJOR) e centro de estudos mantenedor do portal Observatório da Imprensa e do Projeto Grande Imprensa.

Trasel discorre sobre os principais obstáculos para o desempenho da JGD em nível local que são; a escassez de recursos nas pequenas redações e o volume reduzido de dados disponíveis. E as possibilidades; em que um exemplo de automatização é o projeto Serenata de Amor com o objetivo de monitorar os gastos dos deputados brasileiros. O projeto APIS, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte é utilizado para consultar as despesas dos veículos locais, como o Uber. A Geolocalização, onde são feitas buscas das notícias por filtragens com CEPS e IPS dos computadores e os dados digitais para a investigação.

Segundo Trasel, a principal dificuldade hoje é a falta de familiaridade com a matemática e a lógica, pois as faculdades de humanas e sociais não oferecem disciplinas como a estatísticas que antes eram ofertados, os estudantes que adentram o jornalismo de dados têm de aprender o passo a passo, e as técnicas como os princípios básicos da matemática, e há muita deficiência nessa área.

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